Da rodoviária de Boa Vista para Contagem

Carlos e o filho Haroldo já eram figuras conhecidas na rodoviária de Boa Vista, Roraima. Logo que chegaram ao Brasil, ofereceram-se para ser voluntários no local: ajudavam na limpeza, capinagem e também no guarda-volumes, em troca de alimentação e uma barraca para dormir.

Nesses meses, Carlos tentou trabalho até na Guiana. Frustrado por não achar nada permanente, prometeu a si mesmo que, se até meados de dezembro, não encontrasse trabalho voltaria para a Venezuela, onde sua mulher e o filho mais novo estão.

Graças ao acolhedor Filipe Aguiar, que chegou até nós por meio do projeto ‘Brasil, um coração que acolhe’, da Fraternidade sem Fronteiras, conseguimos interiorizar Carlos e Haroldo exatamente no dia em que vencia o prazo que o pai deu a si mesmo para conseguir um emprego.

A família está em Contagem, no Estado de Minas Gerais, já instalada em uma casa. Carlos e Haroldo estão trabalhando num restaurante local e, em breve, esperam reunir a família novamente, trazendo a mãe e o irmão mais novo para morar com eles no Brasil.

“Eu e meu pai estamos muito agradecidos a vocês pela oportunidade que nos deram. Amamos vocês e nunca vamos esquecê-los. Vou levá-los para sempre em meu coração”, nos escreveu Haroldo.

Também quer ser um acolhedor e ajudar famílias venezuelanas a recomeçar? É só clicar aqui. Vamos juntos?

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